Assim como no Brasil existem vários sotaques e diferenças de linguagem entre as regiões, nos Estados Unidos, na Europa e na América Latina essas diferenças também estão por toda parte. Daniel Zipman, diretor do Centro Latino de Línguas (CLL), é um conhecedor desse assunto. Há mais de 17 anos com escola em funcionamento, possui uma equipe que conhece os meandros das línguas inglesa e espanhola, e garante que uma boa tradução abre caminhos e gera oportunidades em outros países. Aqui ele e a Tradutora e Coordenadora da Área de Traduções do CLL Lucía Rodríguez, falam sobre as maiores dificuldades, erros mais comuns em tradução, entre outros assuntos ligados ao tema.
Quais as principais diferenças entre as traduções feitas para Inglaterra, Estados Unidos, Espanha e países latinos?
Lucía Rodríguez - A principal diferença está no vocabulário. O idioma é o mesmo, mas há palavras que não tem o mesmo significado em um país e no outro. Na América Latina, o idioma principal é o espanhol, mas esse mesmo espanhol muda um pouco de país a pais, não somente o sotaque, mas também o significado de várias palavras. No inglês dos Estados Unidos e da Inglaterra é a mesma diferença. Tem jeitos diferentes de chamar certas coisas. Por exemplo, na Inglaterra, as calças são chamadas “trousers”, enquanto nos EUA, são conhecidas como “pants”. Assim também há diferenças na Espanha e América Latina quanto à palavra Internet. Enquanto na Espanha falam “el internet”, na América Latina dizem “la internet”. Provavelmente, todos irão entender do que se trata, mas a tradução não estaria correta para aquele país. E é aí que entra uma diferença gritante entre quem sabe fazer e quem faz de conta que sabe fazer. E isso deveria pesar muito na hora da escolha de um profissional.
Quais os cuidados que se deve ter ao fazer uma tradução formal e uma informal? Onde cada uma delas é aceita?
Lucía Rodríguez - Todos os idiomas têm um jeito formal e informal de falar/escrever. A América Latina costuma usar mais o “tu” (informal) que a Espanha. Se a tradução for um slogan de marketing, o mais provável é que seja informal, já que procura aproximar-se ao público em geral. Tem traduções que requerem mais formalidade. Para não errar, é preciso conhecer o público, o tipo de tradução que é e também o quê é requerido pelo solicitante da tradução. Muitas vezes eles são os que dizem como querem a tradução.
Por falar em marketing, como deve ser a tradução para essa área?
Lucía Rodríguez - As traduções para a área de marketing podem ser mais difíceis. Em uma tradução muito literal de um trabalho de marketing é difícil conseguir a fluidez do texto. Frases de marketing podem ser muito complicadas também. O “slogan” pode mudar muito de uma língua para outra para fazer mais sentido para aquele público-alvo. Uma tradução de marketing precisa de criatividade por parte do tradutor. Isso não quer dizer que ele pode mudar o que está escrito, mas com criatividade podem surgir ainda mais idéias para uma tradução de marketing.
Por isso, o ideal é o contato e a troca de idéias entre o criativo e o tradutor, para “afinar” a percepção do conceito.
Quais os maiores erros de tradução?
Lucía Rodríguez - Existem erros quando a tradução é feita de uma forma literal. Geralmente esse tipo de erro é cometido por um tradutor que está apenas começando ou quando não se entende bem o modismo. Um exemplo disso, em inglês, é o jeito coloquial de falar “oi”, ou seja, “What’s up”. A tradução correta no português seria “E aí?”, mas um erro comum se o tradutor não sabe que “what’s up” é um jeito de falar oi, seria ele traduzir como “O que tem lá em cima?”, o que tiraria complemente o sentido do texto.
Aqui, podemos aproveitar o mesmo exemplo, e citar o caso do Presidente do México, que ao discursar em um estádio brasileiro tentava falar hoje, mas dizia Hoy, e era saudado pela torcida com um sonoro Oi, não entendendo o que estava ocorrendo.
Quais os perigos de se fazer tradução com quem não é, de fato, profissional?
Lucía Rodríguez - Acontece que para poder traduzir tem que conhecer a língua como um nativo, entendendo modismos, coloquialismo, sentido de humor da cultura, não basta só saber a língua, mas também conhecer a cultura, porque isso faz toda a diferença. Não é preciso ter uma formação extensa como tradutor, se bem que isso ajuda, e muito, mas é preciso ter um excelente conhecimento da língua para evitar erros na tradução que podem fazer que você perca o cliente. Tem frases com duplo sentido, e se o tradutor não conhece bem a língua, ele fará uma tradução literal da frase, o que não é correto. Dentro desse conceito, é importantíssimo o tradutor conhecer suas limitações, e até perceber que em determinado momento pode não compreender algum significado.
Como é a tradução feita pelo CLL? O que foi incorporado como diferencial?
Daniel Zipman - O CLL tem mais de 17 anos atendendo clientes, entre eles grandes e exigentes empresas, isso já representa um fator de confiança. Além disso, possui em sua equipe, além da diretora e tradutora juramentada Susana Zipman, um grande número de colaboradores, com diversas expertises, o que faz que as traduções sejam adequadas às necessidades dos clientes. Todas as traduções feitas no CLL passam por uma revisão antes do envio ao cliente, isso é mais uma garantia do processo, para que o cliente receba um trabalho bem executado. Tradutor e revisor nunca são a mesma pessoa para um trabalho específico. Por outro lado, o CLL sempre se preocupa em interagir ao máximo com os clientes, dessa maneira capta termos específicos, forma glossários e memórias de tradução que garantem unidade de linguagem e ótimos resultados. Outro fator importante, que não entra no quesito garantias, mas é importante destacar, é a agilidade para atender demandas urgentes que sempre surgem em grandes clientes.
Como são os custos da tradução? Há tabelas de preços?
Daniel Zipman - As traduções juramentadas têm uma tabela definida pela JUCESP em São Paulo. Seus preços devem ser seguidos por todos os tradutores juramentados. Nesse tipo de tradução existem variações de preços em função do tipo de documento, mas sempre deve ser respeitada a tabela da JUCESP. Nas traduções livres não existem tabelas oficiais, cada agência de traduções opera com seus preços, o que vale são os preços de mercado, sempre considerando as empresas idôneas e que apresentam trabalhos com qualidade.
Dica de fonte
Daniel Zipman, diretor do CLL, é formado em Marketing e Possui MBA pelo BI com extensão na Babson College. Lucía Rodríguez é Tradutora e Coordena essa área no CLL sendo formada em Letras pela Saint Louis University de Madrid. Zipman está apto a responder perguntas sobre o ensino de línguas no Brasil, o crescimento desse ensino na internet, o aumento de pessoas que procuram estudar idiomas, especialmente executivos, o ensino da língua portuguesa para estrangeiros que vêm morar no Brasil, entre outros.
Sobre o CLL
Centro Latino de Línguas (CLL) – Há mais de 15 anos no mercado, o CLL é especializado em traduções simples e juramentadas e no ensino de espanhol e português para estrangeiros. As aulas podem ser realizadas individualmente, em pequenos grupos ou in company. Para saber mais, acesse: www.cll.com.br